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9 de fevereiro de 2012

E lá vamos nós...


As férias acabaram amigos, mas não digo de férias escolares ou de férias profissionais,  até porque estudar ou trabalhar ainda não fazem parte da minha nova rotina, mas digo as férias deste humilde espaço. O bellatore voltará com as postagens de sempre, mas de um método mais diferente diria.  O senso crítico, que era deixado de lado, principalmente porque o blog possuía uma identidade pessoal, será resgatado, e espero que com ele, textos de caráter sócio-cultural sejam bastante visitados dentro da margem de visitas que este blog possui. 
Como meu tempo anda curto para sempre atualizar o blog com novas postagens, o intuito desse novo “ano letivo”, é diminuir o que chamo de colunas insigficantes. Assim, declaro fechado por tempo indeterminado certos temas como Quickies, Quem é, História e Chronicles.  A coluna BellatOnline, são postagens do antigo blog, já morto, e a coluna BellaCult, receberá um novo tema chamado Opinião, onde a pessoa que vos fala, disserará de diversos assuntos  como política, cultura, sociedade e fatos do cotidiano brasileiro. Quanto à coluna Pessoal, será também retirada a parte de poemas, e permanecerá apenas textos de expressão poética que falarão sobre assuntos que se passam por minha mente.
Um novo meio de comunicação, é o tumblr, que em pequenas imagens, frases e gifs, representará também um pouco da minha nova vida, que está sendo construída de pouco em pouco. Agora o guerreiro cresceu, é maduro e suficientemente adulto para não cair em pequenas covas de depressão. Agora O Bellatore é mais que uma ferramenta de desabafo, mas sim de apelo para um mundo melhor. 

B. Bellato 

25 de abril de 2011

Chronicles - “Na lua deserta das pedras do Arpoador...”

- Obrigado por estar aqui comigo.
- Eu que agradeço amigo.
Eram dois jovens de aparentemente vinte e poucos anos de idade. Sentados em frente ao mar, na pedra do Arpoador, às cinco da manhã, tornando o momento o mais irresistível de todos. O último eclipse lunar foi marcado por um belo momento, às 05h40min da manhã de um dezembro caloroso, a lua tornou-se completamente coberta.
- Sabe, não poderia viver sem isso. – O mais velho disse subitamente como uma forma de agradecimento pelo seu outro amigo estar junto a ele. Passando a mão em sua cabeça raspada, retirando a bandana vermelha relembrando o poeta meio bossa nova e rock n’ roll.
- E eu não poderia morrer sem isso. – O outro, doente, também agradeceu com um pequeno sorriso e seu olhar cansado.
Paulistanos, enfrentando algumas horas de uma viagem de carro até o Rio de Janeiro, Navid e Tiago, saíram da capital para realizar dois sonhos. Ver um eclipse pela primeira vez e visitar a cidade maravilhosa. Tiago sofria de uma espécie rara de câncer nos ossos, seus médicos davam-no poucos dias de vida. Navid, com fé na recuperação do amigo e da felicidade do mesmo, realizou seu sonho retirando-o do hospital com autorização médica, mas com a prescrição de voltar ao nascer do sol. Esperavam o amanhecer e junto com ele um resultado que poderia mudar os fatos.
- Coloque Cazuza no Ipod Navid. Preciso ouvi-lo. – Tiago, se apoiava fisicamente em Navid, e mentalmente em Cazuza. Admirava sua coragem de usar toda sua rebeldia também contra a morte. O sol aparecia no Arpoador com “Faz parte do meu show”. Os dois emocionados pelos dois momentos mais marcantes de suas vidas ouviram o celular de Navid tocar.
- É do hospital...
- Fale a eles que estamos voltando!
Navid atendeu o celular e repetiu as palavras do amigo, respondendo com um sim e um sorriso desligando o telefone.
- O resultado do teste de medula-óssea deu positivo. Você tem um doador. – Uma lágrima caia do rosto de Navid com um meio sorriso. Os versos de Cazuza terminavam no Ipod.


B. Bellato (Vulgo O Bellatore)

2 de abril de 2011

Chronicles - Amigos à parte.

- Prometo que serei breve.
- Quanto tempo?
- O quanto você tiver, é sério, realmente preciso falar contigo. Não suporto mais essa dor.
- Fale então, estou a ouvidos – Não parecia totalmente vindo do jovem de pouca idade, talvez até menor judicialmente, mas maior demais para um caráter boêmio.
- Sabe... – O outro, talvez um pouco mais velho, mas muito mais jovem aos olhos da sociedade, recitava poucas palavras com sua voz rouca de lágrimas que não suportariam segurar por mais alguns instantes. – Talvez não sejamos mais os mesmos, eu não queria que isso acontecesse e você não está fazendo muita coisa para ajudar, poderíamos talvez sairmos algum dia, por sair mesmo. Eu queria só mais tempo com você...
- É só marcar. – retrucou sem nenhuma emoção, parecia extremamente com pressa, poderia ser na verdade um método de tentar sair daquela conversa íntima e indiscreta aos olhos de outros que estavam por perto, a graça sempre está nos olhos de quem vê.
- Como assim é só marcar? Tudo bem, eu relevo, quando você está livre?
- Então, depende sabe... – Houve um silêncio, silêncio estranho, sem jeito do que respondia. – Olha faça o seguinte... ligue para mim.
- Mas eu já tentei inúmeras vezes, você nunca respondeu minhas mensagens, nem se quer me ligou retornando algumas ligações, o que há de errado?
- Nada. – Novamente respostas curtas, faziam daquela conversa irritante mais alguns nós na garganta do mais velho, fazendo com que ele apertasse ainda mais seus olhos lacrimejados.
- Você não é mais o mesmo, não sei como ainda te procuro.
- Lógico que sou! Pare com essas conversas! Elas só te prejudicam, sério, dê um toque no meu celular, me envie uma mensagem via Twitter, algo do tipo, a gente sai junto.
- Talvez eu não queira mais...
- Por quê?
- Pela simples razão que me abandonar quando eu mais precisava de você.
- Mas eu sempre estive aqui amigo!
- Amigo que é amigo de verdade, liga para o outro, pergunta se está bem, troca experiências de vida, fatos importantes, presta ajuda em momentos difíceis, comemora quando a vida lhe dá um diploma, não deixa de dar abraços, transmitir afeto, conseguir aprender um com o outro, amigo de verdade não lhe dá as costas por um litro de vodka, deixa o outro sentado por uma noite de zona, amigo mesmo corta despesas, mente, vence, perde, sempre pelo outro! Acho que amigo de verdade também chora por uma situação dessas, chora quando se perde um amigo...
O silêncio voltou... Desta vez como um grande choque entre os dois corpos estáveis, a baixa iluminação pública fazia uma cena de típica madrugada de sexta feira infeliz, um final de semana suicida. As lágrimas não foram mais engolidas pelo sincero jovem rapaz, mas apenas uma cai de seu olho direito como um sinal de que não valia a pena gastar mais desta única para uma pessoa da qual não lhe ama mais. Não se soube o principal motivo da morte.

B. Bellato (vulgo O Bellatore)

29 de janeiro de 2011

Ingresso ao inferno


Vaca, suja, vadia, sem noção, vagabunda, desocupada, assassina, suicida, aniquiladora, serial killer, homicida, sabe-tudo, aberração, deformada, anomalia, monstro, desarranjada, extraviada, imperfeição, odiada, má índole, sem caráter, geniosa, feiticeira, macumbeira, defeituosa, idiota, espertalhona, acordada, culta, solitária, ladina, astuta, aproveitadora, incrédula, intensa, aguçada, manhosa, levada, malandra, uma merda, uma porra, fudida, bosta, fresca, boiola, prostituta, meretriz, mundana, rameira, depravada, libidinosa, cadela, cachorra, insuportável, enfadonha, maçante, aborrecida, triste, chata, parasita, exploradora, importuna, inconveniente, indigesta, tediosa, monótona, irritante, cega, surda, muda, burra, lazarenta, filha de uma puta...
Ops! Acho que entrei na brisa errada... 

B. Bellato (vulgo O Bellatore)

16 de janeiro de 2011

Carta de um viciado, a sua fonte, vulgo FOGO

Não posso negar. Este não é um momento adequado para eu digitar o que sinto, mas é necessário, antes que os pensamentos se libertem de minha mente, onde a mesma, jamais esteve tão confusa como os dias atuais e sua rotina infértil. Não estou em casa no momento, mas isso realmente não importa como nunca se importou ao menos para a tal da mente confusa. São cinco e quarenta da manhã, talvez não importe também, assim como não importa a mim, saber que meus pais não sabem onde esteja. Mas o verdadeiro significado desta carta escrita na escuridão do final da madrugada não é a importância do que os outros têm por mim e sim a perda da real importância do que eu sinto pelos outros.
Além de permanecer cansado, sinto que passo por mais um momento de reciclagem, só que talvez nessa etapa, seja um pouco mais complicado com isso. Por favor, não quero deixar o texto lotado de prolixidade, espero que não me entendam mal, pois realmente passo por situações difíceis, tudo bem, já enfatizei isso de mais. Sofro de certa perda de prazeres com quais sempre lidei, sendo que estes não dependem só de mim, mas ao menos minha parte eu fiz, agora só me resta esperar o tempo concluir algumas tarefas e sofrer pela perda de mais alguém que passa pela minha vida.
Não, não é um amor exagerado como as letras do nosso poeta imortal com mesmo nome de sambista, mas é um vício, uma droga, digamos, com a qual ainda não consegui me libertar, usufruindo-a neste exato instante também em doses dolorosas. É um amor diferente, do qual o compartilho a algum tempo... Muito tempo. Metaforicamente concluindo este prefácio anual sentimental lotado de cargas negativas, posso retratar que tal droga está extinta no mercado negro alucinógeno, sendo que minha extração vem de uma proveniente fonte compartilhada por mais de mil malucos. Dividir o espaço não é nada bom, aí está mais um exemplo de minha possessividade perante o que tenho em mãos, texto confuso não? Vamos simplificar para os mais leigos (ou talvez para os mais cultos...). Tenho a droga, divido-a com milhares de pessoas, não consigo viver sem ela, pois ela está em toda parte.
Agora vamos para a segunda parte desta carta da discórdia oferecida entre mente e coração. A maldita droga que me deixa louco, está prestes a ser retirada de minha vida, pois sua fonte está iniciando um processo de desagregação à minha pessoa. Ótimo, vou ter que liquidar meu vício, pois não há mais lugar para um humano qualquer sem fama e na lama. Mas parece que irei suportar, parece...
Terminando a anotação mal feita em um teclado sem nexo, quero agradecer ao que recebi da fonte durante todos esses anos, tenho que dizer que as overdoses que tive foram maravilhosas e que tal droga me levou para o caminho do prazer, prazer sem futuro, sem medo, prazer por simples prazer. Agora que iniciaste outra caminhada em teu longo percurso, espero que receba em troca além da minha gratidão, um sentimento nostálgico que talvez salve muitas vidas por aí.
E você quem lê esta carta neste momento, lembre-se de algumas condições necessárias para que não se vicie em algo errado filosofado pela própria fonte e por mim mesmo:
1- Jamais saia acreditando totalmente em promessas.
2- Jamais se deixe envolver por inteiro em uma relação prazerosa, sempre algo está errado ou está para acontecer.
3- Nunca diga nunca, pois o nunca é tempo demais, e mesmo com o tempo que durou ele nunca será o nunca mais vou te esquecer, ou te largar...
Já a fonte que recebes a mensagem, ainda estarei com fervor lhe esperando para mais uma dose, afinal, lembre-se que "nós somos fogo e gasolina."


OBS: Desculpem por tantas comparações e metáforas, mas quero que as pessoas não compreendam certa parte da mensagem. 

B. Bellato (vulgo O Bellatore)

1 de agosto de 2010

Colunas

Abaixo as Colunas com diversos assuntos especiais em "O Bellatore" :


BELLACULT

Críticas sobre a cultura nostálgica como filmes, livros, programas televisivos, pessoas e animais. 
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CHRONICLES


Divertidas, dramáticas, inusitadas, alfinetadas, surpreendentes. Crônicas do dia a dia sobre os acontecimentos impessoais.
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PESSOAL

Posts pessoais do autor tratando de diversos temas em diversas áreas. 




As colunas não são postadas em tempo determinado. Talvez em breve colunistas e novas colunas. 

18 de junho de 2010

CHRONICLES – O plantador de Chuchus

Bom, ando meu sumido aqui, mas como podem ver não apenas eu. O mais intrigante nisso tudo é que Murilo Putto ainda não apareceu perante os olhos de vocês leitores, ando falando com ele em momentos muito breves, ele disse que ainda precisa de um tempo. Talvez apareça por aqui em breve, ou não.
  O meu post de hoje é um crônica, feita por mim, obviamente, cheia de significados ocultos que para pessoas como eu, vão conseguir decifrar algumas. Boa leitura.

O Plantador de Chuchus

  O velho agricultor, não tão velho assim, possuía uma horta, mais detalhadamente uma plantação de chuchus. O senhor criava seus chuchus todo santo dia, passando horas para decifrar o que estaria errado, mas muitos dos chuchus que estavam próximos a colheita propuseram-se a continuar minúsculos. Havendo uma quantidade de quilos para entregar em determinado prazo para os comerciantes, o plantador de chuchus decidiu estudar um pouco sobre os tais.
  Ele deixou seus chuchus de lado para estudar, criar vínculos com o futuro, tentar entender o porquê os chuchus não cresciam, não se fortaleciam. Descobriu que chuchus eram simples frutos como os outros, assim colocou os chuchus de lado. Descobriu que os chuchus vinham de trepadeiras, assim retirou os chuchus do chão onde os cultivava e os deixou contra uma grande parede. Também descobriu que os chuchus possuem uma grande gama de frutos quanto a sua forma, tamanho e cor e descobriu que todos seus chuchus eram diferentes um do outro e tratá-los como iguais só os extinguia de sua horta. Os chuchus possuem a casa grossa, cheia de espinhos, mas seu interior é molenga e doce, assim o agricultor descobriu que existia outra classe de chuchus, os que possuíam menos espinhos, de casca verde clara, algo um pouco mais aliado as condições do mercado e iniciou-os a plantar esta classe. Chuchus são fáceis de ser cozidos e cortados, mas não tão fáceis de engolir quieto. Chuchus murcham rapidamente, durando no máximo de 6 a 8 dias em condição ambiente. Não devemos comê-los crus, pois são difíceis de mastigar. Lavá-los sempre em água corrente, pois possuem um líquido que gruda fácil em suas mãos. E por último descobriu que dos chuchus se aproveitam qualquer coisa podendo consumir folhas, brotos e raízes da planta, depois de devidamente lavados.
  Após um breve período de tempo conseguindo manusear os chuchus em melhores condições, o comerciante o veio visitar e perguntou:
  - Seus chuchus estão melhores do que nunca, o que você fez para que eles ficassem tão bons?
  - Na verdade, chuchu é a coisa mais fácil e a mais difícil de se criar. – Disse o jovem, não tão jovem assim, agricultor.
  - Posso saber o motivo? – Perguntou o comerciante.
  - Chuchu dá em todo lugar, não interessando aonde. Chuchu tem várias formas de ser cultivado. Chuchus possuem variedades de forma e tamanho, tanto que cultivei em maior escala outra classe de chuchus nesse período de tempo. Quanto aos chuchus que não se adaptaram ao clima que me rodeia eu os deixei de lado, mas continuo cuidando com amor e carinho como os outros. O grande problema é que os chuchus com mais espinhos deste modo, eles não conseguem dar tão bem quanto aos outros, mas quando entenderem que são frutas como as outras e diferentes individualmente talvez eles consigam driblar o sol rotineiro e crescer com fertilidade.
  - E enquanto esses chuchus não crescem, o que você faz?
  - Espero. Cada coisa tem seu tempo. Não posso adubá-los com excesso. Bostas demais só atrapalham. Então deixo eles crescerem com o ambiente e continuo minha vida cultivando os chuchus mais comerciais. Mas pode ter certeza que quando eles ficarem maduros eu vou ser o primeiro a experimentar seus sabores. – O Agricultor sorriu sarcasticamente, tomando o sol nosso de cada dia. 

B. Bellato

23 de abril de 2010

CHRONICLES - Por onde anda Putto ?

  Perambulava nas noites serenas de minha cidade monótoma nos dias de semana, prossegui com minha idéias para este blog, consegui um local aberto, justamente o que queria: O Zurion , uma casa nova, alternativa, sofisticada, estava prestes a ser fechada. Meu corpo fadigado dos trabalhos semanais esperava por uma bela dose de Dry Martini. Estava em uma banqueta de pernas longa, escura. O dr., era como chamava Sandro Reis, gerente do local, me atendeu.
  - Como vai Bellato? Muito cheio de trabalho?
  - Não muito, é começo de bimestre, no meu caso minha situação acalma um pouco.
  - Entendo. O mesmo de sempre?
  - De certo meu caro.
  O Doutor me entregou a dose unido a seu sorriso amarelado. 
  - Sabe doutor. Por onde anda aquele cara, aquele homem que cantava às terças aqui.
  - Aquele que pintava o rosto, falava de sexo e fazia o cover do ney?
  - Este mesmo. 
  - Putto. Ele sumiu Bellato. Há algumas semanas que ele não aparece, nem o ultimo chachê veio pegar. 
  - Não entendo, ele não era tão bem visto, mas tinha um público acolhedor.
  - Vai ver que ele não suportou a pressão e se foi.
  - Isso é muito esquisito doutor. Muito mesmo...
  Terminei minhas doses, contei certas piadas satíricas e voltei pra casa, nada fazia sentido, Putto havia sumido, lembrei do meu blog, da coluna que ele tinha me prometido, lembrei dos shows-case que ele tina feito, da carreira de produtor com Luana Priscila, das satisfações que devia a justiça, de tudo. Liguei o rádio e ouvi: Veja bem, meu bem... 

B. Bellato